Seus Olhos
Seus
olhos, quando distantes, são repulsa e admiração;
Quando
encontram os meus, são medo e insegurança;
Resplandecem
um misto de sensualidade e inocência pueris;
O
mundo o absorve como um ranço de perfídia.
Seus
olhos transbordam enigmáticas fontes;
Impelido
me faço mergulhar nelas;
Tolhido,
prostrado a teus pés, emudeço diante do silêncio;
Fitas
com tamanho magnetismo... paraíso e condenação.
Seus
olhos acendem meu desejo, afogueiam meu espírito;
Derrotado,
reduzido a um espectro diante de tão fulgurante visão;
Meus
olhos procuram os seus, mas esquivam, acovardam;
Estáticos,
contemplam teu misterioso ser.
Seus
olhos me transportam para uma existência superior;
Derramam
seu néctar, despejam seu jorro nocivo;
Percorro
labirintos sem o novelo que Teseu levava nas mãos;
Abandonado,
entregue à própria sorte.
Seus
olhos beijam minhas lágrimas;
Amparam
minhas mãos;
Envolvem
meu invólucro;
Elevam-me.
Seus
olhos me fazem sentir agruras;
Não
os posso ter todo o tempo;
Meu
sangue se esvai;
O
corpo vassalo resvala.
Seus
olhos convidam os meus instintos;
Acelero,
transponho, extasio;
Desacelero...
Sonho
com seus olhos...
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